domingo, 20 de janeiro de 2008

Clarice me prende!

Pronto. Estou sozinha, só G.H. e eu. Embriagada de sono, um sono de alguém que acordou cedo, fez correr seu dia, e agora quer descansar o corpo. Quem lê e escreve neste momento acaba de despertar... Invado sem culpas G.H., e G.H. em troca me invade.

As palavras vão me doendo, sei bem o porquê, mas ainda recuso a admitir. Tenho que interromper às vezes e escrever, não atrapalha, é um mal necessário. É como regurgitar o livro. Está aqui, incrustado na garganta. Não aguento tudo assim, de uma só vez! Vai preenchendo o buraco desconhecido, mas ao mesmo tempo fica tão mais profundo. Quero que tudo acabe logo, e não é pela minha curiosidade costumeira (sorte minha não ser um gato).
Termine logo esse livro! Só mais um de tantos que já leu... Não, não é. Estou adiando as páginas seguintes. O corpo está cansado, a alma estraçalhada...
De uma vez não dá!

20/01/08- 04:05h

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Edição de imagens: Diogo Viana
poetaeterno.blogspot.com